A sensação era de vazio. Por que? O que aconteceu, afinal? Pensava, pensava, pensava. Nada. Não adiantava mais. Gastava horas de seus dias conversando consigo, lembrando de cada detalhe, cada conversa, cada gesto. Quem sabe, assim, conseguiria uma resposta. Era tudo o que queria e o que perseguia, raivosamente. Seria capaz de descobrir o que de fato acontecera?
Já estava exausta, eram dias em busca da verdade. Lembrou dos problemas de matemática, qual o valor de x, se... Não adiantava mais tentar entender. Tinha escrito tudo, cada detalhe, cada conversa, cada gesto. Estava tudo documentado, mas não adiantava ler e reler. A resposta não estava nela, nem nos fatos, nem nos gestos, nem nas conversas. A resposta estava fora de tudo isso. Num lugar no qual ela não tinha mais o direito de entrar, de tocar, de saber, de amar. O caminho tinha um fim e o fim era aquele. Jogou tudo no chão, pegou um fósforo, acendeu. Em um minuto tudo não passava de cinzas e de lembranças esquecidas. E ela estava de costas, era o caminho da volta.
Já estava exausta, eram dias em busca da verdade. Lembrou dos problemas de matemática, qual o valor de x, se... Não adiantava mais tentar entender. Tinha escrito tudo, cada detalhe, cada conversa, cada gesto. Estava tudo documentado, mas não adiantava ler e reler. A resposta não estava nela, nem nos fatos, nem nos gestos, nem nas conversas. A resposta estava fora de tudo isso. Num lugar no qual ela não tinha mais o direito de entrar, de tocar, de saber, de amar. O caminho tinha um fim e o fim era aquele. Jogou tudo no chão, pegou um fósforo, acendeu. Em um minuto tudo não passava de cinzas e de lembranças esquecidas. E ela estava de costas, era o caminho da volta.